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Inicialmente iremos citar algumas condições históricas que criaram as bases para a separação entre ciência e espiritualidade.
Esta condição ocorreu no final da idade média, com o movimento histórico chamado Renascimento e o desenvolvimento do iluminismo.
O iluminismo renascentista ativou a valorização excessiva da razão,incentivando a liberdade de pensamento e de expressão, buscando uma contrapartida aos dogmas eclesiásticos.
“A inquisição foi o ponto extremo e patológico atingido pela intolerância e pela perseguição religiosa.Todo esse ambiente de fanatismo e intolerância que proliferou na Idade Média foi o caldo de cultura para a reação oposta em busca da liberdade de pensamento e de expressão, tornando inevitável a separação entre a ciência e a filosofia de um lado, e a religião do outro, o que efetivamente ocorreu a partir do século XVI.”
O advento do Espiritismo, da teosofia, da Ciência Cristã e de outros movimentos místico-racionalistas foi uma primeira tentativa de unir ciência e religião em um conhecimento unificado.
A primeira tentativa de unificação partiu do terreno das religiões. Não exatamente das religiões oficiais, mas das religiões alternativas e periféricas, onde existia maior liberdade de pensamento e de expressão.
Jung elaborou uma teoria da psique humana, baseada em arquétipos, que chega muito próximo do terreno místico. Ele era um grande estudioso de mandalas, do I Ching e da Alquimia, tendo terminado sua vida como um eminente ocultista.
Entre os grandes cientistas do século XX, Einstein e Niels Bohr tinham marcantes tendências místicas. Thomas Edson , o maior inventor de todos os tempos, era teosofista registrado. Einstein, por sua vez, chegou a afirmar que uma pequena ciência afasta de Deus, mas uma grande ciência conduz de volta a Deus.
No final do século XX, o físico, mundialmente famoso, Fritjoff Capra publicou duas obras magistrais, O Tao da Física e O Ponto de Mutação. Essas obras colocaram definitivamente a nova física em alinhamento com a espiritualidade. Muitos físicos, inspirados nessas obras, tornaram-se budistas, taoístas ou adeptos dos misticismos de outras correntes.
A partir daí surgiram outras teorias e metáforas para a interpretação da realidade, inspiradas em modelos holográficos e monistas, como a Hipótese Gaia, a Teoria do Campo Unificado e a Teoria das SuperCordas.
Para saber maiores informações, consulte o link abaixo:
www.sociedadeteosofica.org.br/bhagavad/site/livro/cap85.htm
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